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Manuel Cavaco

mcavacoManuel Cavaco, atualmente é o sapateiro “António Sousa” (na novela Poderosas, a transmitir na SIC), mas já foi: “Manuel Cauteleiro”, “Raimundo”, “Bicas”, “Joaquim Mestre”, “Horácio”, “Júlio Fragoso” e “coronel Saraiva”, entre outros.

São muitos, e bons, os personagens a que Manuel Cavaco deu vida na televisão. Mas aqueles que mais gosta são os que estão à margem, os vagabundos.
Na vida real assume-se como rigoroso, generoso, boa pessoa e de sangue na guelra. Chora com a vida e não alimenta ressentimentos.

Frequentou o Conservatório Nacional de Teatro, não tendo completado o curso de Formação de Atores por ter iniciado o percurso profissional.

Começou a representar aos quatro anos, e foi com o propósito de ser útil aos outros que nasceu o sonho de querer ser ator. Afirma sentir-se “calibrado para o drama, para o quotidiano”.

Estreou-se como profissional em 1965 no Teatro Moderno de Lisboa e, no fim desse ano, foi co-fundador do Teatro Experimental de Cascais. Passou pelo Grupo de Acção Teatral, integrou a companhia de Amélia Rey Colaço - Robles Monteiro (sediada no Teatro Nacional D. Maria II), passou também pelo Teatro Villaret, Teatro Aberto e em 1986 regressou ao Teatro Nacional para interpretar (com Eunice Muñoz) a peça “Mãe Coragem”, de Bertolt Brecht. Ao longo do seu percurso profissional, interpretou dezenas de papéis em peças de autores clássicos e contemporâneos, fez cinema e séries televisivas.

Na televisão participou em novelas e séries transmitidas em diferentes canais. Ainda que tenha sido a televisão a traze-lo para a ribalta, foi o teatro que o fez ator.

Manuel Cavaco nasceu a 14 de junho de 1944, no seio de uma família de amadores teatrais, é casado há mais de 30 anos e vive na freguesia de Alfragide.

Julho/2015

José Ruy

jruyJosé Ruy Matias Pinto, Técnico de artes gráficas, decorador, autor de Banda Desenhada, ilustrador e pintor, nasceu a 9 de maio de 1930, na Amadora. O seu entusiasmo pela BD vem desde pequeno, quando contactou com a revista O Mosquito.

O seu talento natural pelo desenho fez com que ingressasse na prestigiada Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa.

No final de 1944 começou a colaborar com a revista O Papagaio, com ilustrações, contos e banda desenhada. Colaborou no célebre Cortejo Histórico de Lisboa, em 1947, dirigido por Leitão de Barros, comemorativo da conquista de Lisboa aos mouros, em 1147, ao nível da decoração.

Em 1947 foi admitido na revista O Mosquito, que se tornou num dos mais emblemáticos títulos de sempre da BD portuguesa, dirigido pelo amadorense António Cardoso Lopes, «Tiotónio» publicando aí a história "O Reino Proibido", em 1952, tendo trabalhado na preparação litográfica da coloração da revista. Outro título célebre em que colaborou foi também o Cavaleiro Andante, dirigido por Adolfo Simões Müller, onde publicou, entre outras histórias, Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, Ubirajara e O Bobo, editadas em álbum em 1982 e em 1989.

Com o aparecimento da II série de O Mosquito, em 1960, tornou-se diretor artístico e depois editor da publicação, que incluía histórias e ilustrações da sua autoria. A série Lusitansos foi criada em 1972, com textos de João Paulo Madeira Rodrigues, publicada de início no vespertino A Capital e, mais tarde, editado em álbum, sob o título As Aventuras de 4 Lusitanos e uma Porca, em 1984.

Em 1979 apresentou A Vida Maravilhosa de Charles Chaplin nas páginas da revista Spirou (II série). Ainda em 1979 recebeu o convite do Comité Internacional da Cruz Vermelha para realizar a História da instituição em BD, publicada em 11 línguas e distribuída por 150 países, com mais de meio milhão de exemplares.

Adaptou Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões para a BD, inicialmente publicada no Jornal da BD em 1983. No Jornal da BD publicou ainda diversas outras histórias entre 1983 e 1987.
Importante também é o seu trabalho como ilustrador, tendo participado em vários livros e revistas, como Mundo Feminino, Almanaque Alentejano, Almanaque do Algarve, Seleções de Mecânica Popular e Diário de Notícias.

Para além da vastíssima obra produzida, José Ruy é um incansável divulgador da BD, através de visitas (a escolas, bibliotecas e museus), de conferências, de artigos que escreve ou das exposições em que participa.

Foi galardoado com o Trofeu de Honra do Festival Internacional de BD da Amadora na sua primeira edição, em 1990, cidade que o distinguiu também com a Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação. Por iniciativa de uma escola da Amadora foi escolhido para seu patrono, a quem ofereceu pinturas murais com 50 metros quadrados. A Autarquia atribuiu também o seu nome a uma Avenida.

O seu espólio de originais, esboços, pranchas de BD e algum material litográfico histórico, foi por si doado ao Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora, encontrando-se preservado na nova e segura instalação da Bedeteca desta Cidade.

Outubro/2015

Cruzeiro Seixas

cseixasArtur Manuel Rodrigues do Cruzeiro Seixas, nasceu na Amadora a 3 de dezembro de 1920.

Grande senhor das artes plásticas e poeta. Iniciou o seu percurso escolar na Escola António Arroio, em Lisboa.

Em meados da década de 1940 aproxima-se do neorrealismo, de que se afasta quando adere aos princípios do surrealismo. Entre 1948 e 1950 tomou parte nas atividades dos surrealistas em Lisboa com Mário Cesariny, António Maria Lisboa, Carlos Calvet, Pedro Oom e Mário-Henrique Leiria, entre outros, participando nas respetivas exposições.

Em 1950 alista-se na Marinha Mercante e viaja até África, Índia e Ásia. Em 1951 fixa-se em Angola, desenvolvendo atividade no Museu de Luanda. Data desse tempo o início da sua produção poética. Realiza as primeiras exposições individuais, a primeira de desenhos sobre a evocação de Aimé Cesaire, em 1953; a segunda principalmente de «objectos» e «colagens».
Estas exposições de Angola eram tanto quanto possível dirigidas à independência empenhando-se principalmente contra o colonialismo.

Com o intensificar da guerra colonial abandona África e regressa a Portugal onde produz ilustrações para “Antologia de Poesia Portuguesa Erótica e Satírica”, de Natália Correia e, em 1967, inaugura com Mário Cesariny a exposição Pintura Surrealista, na Galeria Divulgação, no Porto.

Em 1969, novamente com Cesariny, integra a Exposição Internacional Surrealista na Holanda e durante a década de 70 mostra trabalhos seus em inúmeras coletivas do movimento surrealista internacional, principalmente aquelas ligadas ao Grupo Phases ao qual havia, entretanto, aderido. Nas décadas seguintes, depois de se distanciar de Cesariny para melhor perspectivar o espaço de cada um afastar-se-á dos circuitos de consagração mercantil e institucional. Fixa-se no Algarve e continua a apresentar os seus trabalhos em exposições individuais e coletivas. A Perve Galeria em 2006 apresentou “Cesariny, Cruzeiro Seixas e Fernando José Francisco e o passeio do cadáver esquisito”. Esta exposição marcou o reencontro dos três artistas. Foram apresentadas obras originais realizadas entre 1941 e 2006 - ano em que realizou um conjunto inédito de 12 “Cadavres Exquis”. Realizou e realiza várias exposições em diversos locais.

Está representado nas coleções do Museu do Chiado (Lisboa); Centro de Arte Moderna da Fundação Calouste Gulbenkian (Lisboa); Instituto da Biblioteca Nacional e do Livro; Museu Nacional Machado de Castro (Coimbra); Museu Francisco Tavares Proença Júnior (Castelo Branco); Fundação António Prates (Ponte de Sôr), Fundação Cupertino de Miranda (V.N.Famalicão), Fundaciõn Eugénio Granell (Galiza), entre outras.

Agosto/2015

José Garcês

jgarcesJosé dos Santos Garcês, Ilustrador, pintor e autor de banda desenhada, nasceu em Lisboa, em 1928, e frequentou a Escola de Artes Decorativas António Arroio, onde obteve o diploma do curso de Artes Gráficas em 1946.

A sua estreia na B.D iniciou-se em 1946 no Semanário “ O Mosquito”, com uma aventura na selva cujo título era “ O Inferno Verde”. Tendo ainda sido desenhador no suplemento da revista “ Modas e Bordados” do Jornal “O Século” também com B.D.

Foi colaborador do “Cavaleiro Andante”, do “Foguetão” estes ligados ao “Diário de Noticias”. Simultaneamente desenhou para o “Camarada”, “Lusitas e “Girassol”.

No início dos anos 80 trabalhou nas Edições ASA, do Porto, onde desenhou para livros escolares, e em colaboração com o Prof. Carmo Reis desenhou os 4 volumes da “História de Portugal” em BD.

Ainda nos anos 80, foi convidado a desenhar uma BD para a abertura do Museu do Mosteiro da Batalha (Galeria dos Frades) com o título “Alabastros Medievais Ingleses”. Devido ao êxito da iniciativa, desenhou a seguir uma BD sobre os instrumentos musicais que figuram na entrada do Mosteiro (hoje, desenhos da C.N.B.D.I da Câmara Municipal da Amadora, com o título “Desenhar a Música”).

É ainda autor de “História da Guarda”, “História de Pinhel”, “História de Oliveira do Hospital”, “História de Ourem”, “História de Faro”, História de Olhão”, História de Silves” (a sair este ano) e “História do Porto” com o texto de Dr. Miguel Duarte da Universidade do Porto.

Desenhou ainda, para: Verbo, Fulminense, Central de Livros, Didática Editora, Âncora, Porto Editora, Leya, Sel, Portugal Mundo, Bertrand, Básica Editora.

Das muitas distinções que recebeu, destaque para o Troféu "O Mosquito" do CPBD, a Medalha Municipal de Mérito e Dedicação da Amadora, em 1991, e o Troféu "Zé Pacóvio e Grilinho" - Honra no 2.º Festival Internacional de BD da Amadora, também em 1991. O mesmo Festival organizou uma importante exposição em 2001, na Galeria Municipal Artur Bual e em 2002 foi editada uma monografia sobre o autor.

Residindo na Amadora, doou à cidade o seu espólio (desenhos e pranchas originais), que se encontram à guarda do CNBDI (Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem).

Agosto/2015

Anabela Teixeira

ateixeiraAnabela Teixeira nasceu em Lisboa, a 18 de maio de 1973 e cresceu na Amadora.

Hoje, com mais de 20 anos de carreira e um extenso e rico currículo como atriz de teatro, cinema e televisão, também se dedica a outras atividades entre as quais se destaca a autoria do blogue Voltar à Terra http://voltaraterra.pt/, onde partilha os seus conhecimentos sobre assuntos que a preocupam: alimentação biológica, questões ecológicas e sustentáveis, entre outras.

Porque a base da sua vida está alicerçada em valores como o amor e a solidariedade, esta multifacetada atriz sente-se feliz com o trabalho que realiza; com o saber que as pessoas que ama estão bem; com a concretização dos projetos que sonha. Chegar ao público, tocar as pessoas, sentir que o seu trabalho pode ajudar a preencher a vida dos outros, a tornar as pessoas menos sós, a animar, sobretudo as crianças e os idosos, são outras fontes de felicidade para Anabela Teixeira.

O seu percurso teve inicio com as formações do Curso de Actores do Instituto de Formação, Investigação e Criação Teatral de Lisboa - IFICT (1990/1991) e Curso de Actores da Escola Superior de Teatro e Cinema de Lisboa (1992/1995)

Em 1993 Estreia-se profissionalmente em televisão como protagonista da minisérie Viúva do Enforcado, dirigida pelo brasileiro Walter Avancini ao mesmo tempo que faz parte do elenco principal do filme de António de Macedo, Chá Forte com Limão.

De então para cá participou em inúmeros filmes, telenovelas e mini-séries, bem como em outros programas de televisão.

No seu currículo contam-se mais de 20 peças teatrais entre as quais se destacam Palhaços (Teatro O Bando), Trilhos (Teatro O Bando), O Desejo Agarrado Pelo Rabo (Teatro O Bando) e Peregrinação (EXPO 98), todas encenadas por João Brites, A Boda dos Pequenos Burgueses (Companhia de Teatro da Malaposta com encenação de José Peixoto), Rastos (Teatro Aberto com encenação de Paulo Filipe), As Sad as Remembered Hapiness (Fundação Calouste Gulbenkian, Grupo Third Angel), A Filha Rebelde (Teatro Nacional D. Maria II com encenação de Helena Pimenta), Antes do pequeno-almoço (Teatro Municipal de Almada com encenação de Joaquim Benite) e Casas Pardas (Teatro Nacional de São João, com encenação de Nuno Carinhas).

Em televisão destacam-se as suas participações em novelas como Terra Mãe (RTP1), Ajuste de Contas (RTP1), Baía das Mulheres (TVI), Doce Fugitiva (TVI), Podia Acabar o Mundo (SIC), Olhos nos Olhos (TVI), Flor do Mar (TVI), Lua Vermelha (TVI), Rosa Fogo (SIC) e Os Nossos Dias (RTP1). Participou ainda nas telenovelas brasileiras O Campeão (Bandeirantes) e Xica da Silva(Manchete).

No que se refere a miniséries, para além de A Viúva do Enforcado, que a deu a conhecer, fez ainda parte do elenco Capitão Roby (SIC), Alves dos Reis (RTP), Estação da minha Vida (RTP1),Culpa Formada (RTP1), A Jóia de África (TVI), Bocage (RTP1), O Dia do regicídio (RTP1) e Conta-me História (RTP).

Em cinema, para além do já mencionado Chá Forte com Limão (António de Macedo), destacam-se as suas participações em Laços de Sangue (Pall Erdoss), El Rey de Nápoles (Juan Mijon),Fado majeur et mineur (Raoul Ruiz), La Reine Margot (Patrice Chéreau), A Luz Incerta (Margarida Gil), Manual de Evasão LX94 (Edgar Pêra), A Casa dos Espíritos (Billie August), A Viagem(Jorge Quiroga), A Comédia de Deus (João César Monteiro), O Rapaz do Trapézio Voador (Fernando Matos Silva), 1 Motivo (Nuno Tudela), Reflexo (Marco Ferreira), Do Outro Lado do Mundo(Leandro Ferreira)e Florbela (Vicente Alves do Ó). Com este último filme ganhou o Prémio Sophia de Melhor Actriz Secundária.

Julho/2015

 

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