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José Ruy

jruyJosé Ruy Matias Pinto, Técnico de artes gráficas, decorador, autor de Banda Desenhada, ilustrador e pintor, nasceu a 9 de maio de 1930, na Amadora. O seu entusiasmo pela BD vem desde pequeno, quando contactou com a revista O Mosquito.

O seu talento natural pelo desenho fez com que ingressasse na prestigiada Escola de Artes Decorativas António Arroio, em Lisboa.

No final de 1944 começou a colaborar com a revista O Papagaio, com ilustrações, contos e banda desenhada. Colaborou no célebre Cortejo Histórico de Lisboa, em 1947, dirigido por Leitão de Barros, comemorativo da conquista de Lisboa aos mouros, em 1147, ao nível da decoração.

Em 1947 foi admitido na revista O Mosquito, que se tornou num dos mais emblemáticos títulos de sempre da BD portuguesa, dirigido pelo amadorense António Cardoso Lopes, «Tiotónio» publicando aí a história "O Reino Proibido", em 1952, tendo trabalhado na preparação litográfica da coloração da revista. Outro título célebre em que colaborou foi também o Cavaleiro Andante, dirigido por Adolfo Simões Müller, onde publicou, entre outras histórias, Peregrinação de Fernão Mendes Pinto, Ubirajara e O Bobo, editadas em álbum em 1982 e em 1989.

Com o aparecimento da II série de O Mosquito, em 1960, tornou-se diretor artístico e depois editor da publicação, que incluía histórias e ilustrações da sua autoria. A série Lusitansos foi criada em 1972, com textos de João Paulo Madeira Rodrigues, publicada de início no vespertino A Capital e, mais tarde, editado em álbum, sob o título As Aventuras de 4 Lusitanos e uma Porca, em 1984.

Em 1979 apresentou A Vida Maravilhosa de Charles Chaplin nas páginas da revista Spirou (II série). Ainda em 1979 recebeu o convite do Comité Internacional da Cruz Vermelha para realizar a História da instituição em BD, publicada em 11 línguas e distribuída por 150 países, com mais de meio milhão de exemplares.

Adaptou Os Lusíadas, de Luís Vaz de Camões para a BD, inicialmente publicada no Jornal da BD em 1983. No Jornal da BD publicou ainda diversas outras histórias entre 1983 e 1987.
Importante também é o seu trabalho como ilustrador, tendo participado em vários livros e revistas, como Mundo Feminino, Almanaque Alentejano, Almanaque do Algarve, Seleções de Mecânica Popular e Diário de Notícias.

Para além da vastíssima obra produzida, José Ruy é um incansável divulgador da BD, através de visitas (a escolas, bibliotecas e museus), de conferências, de artigos que escreve ou das exposições em que participa.

Foi galardoado com o Trofeu de Honra do Festival Internacional de BD da Amadora na sua primeira edição, em 1990, cidade que o distinguiu também com a Medalha de Ouro de Mérito e Dedicação. Por iniciativa de uma escola da Amadora foi escolhido para seu patrono, a quem ofereceu pinturas murais com 50 metros quadrados. A Autarquia atribuiu também o seu nome a uma Avenida.

O seu espólio de originais, esboços, pranchas de BD e algum material litográfico histórico, foi por si doado ao Centro Nacional de Banda Desenhada e Imagem, na Amadora, encontrando-se preservado na nova e segura instalação da Bedeteca desta Cidade.

Outubro/2015

 

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